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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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Governo diz que Mercado de Capitais é indispensável para reestruturação das empresas públicas

O Mercado de Capitais é tido como um elemento indispensável no processo de reestruturação das empresas públicas. Esta posição é assumida pelo Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa.

OE
Redacção
27 Ago 2019 · 15h38
1 Nov 2019 · 14h08
3 minutos
4.755
Ragendra de Sousa - Ministro de Indústria e Comércio

A reestruturação das empresas públicas é apontada pelo Governo como a melhor saída para assegurar a sustentabilidade destas instituições.

De acordo com o Ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, o processo de estruturação destas empresas passa necessariamente pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).

Ragendra de Sousa – Ministro de Indústria e Comércio

“A nossa prioridade no próximo ciclo é reestruturar o sector empresarial público, e sobre esta decisão deu-se o primeiro pontapé-de-saída, aquando do anúncio da disponibilização de capitais sob forma de acções na Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), cuja primeira fase terminou em completo sucesso, vendeu-se mais do que era inicialmente espectável”, disse Ragendra de Sousa.

De Sousa disse igualmente que a disponibilização do capital sob forma de acções é o caminho de reestruturação do sector público.

“Portanto, aquele é o caminho para reestruturar o sector público, mas esse sector público pesa no Orçamento do Estado USD 430 milhões por ano em razão de subsídios, garantias. Se na HCB tivemos a coragem de abrir o capital e fazer com que os moçambicanos possam participar, próximo ano faremos tudo para que outras empresas públicas também se abram ao capital para participação do sector privado, olhando para eficiência orçamental”, vincou o Ministro da Indústria e Comércio.

 

Fahar Ibraimo – Vice-presidente do CTA

Por sua vez, a Confederação das Associações Económicas (CTA), através do seu Vice-presidente Fahar Ibraimo, disse que as empresas públicas e privadas devem olhar o mercado de capitais como alternativa.

“O exemplo da HCB serviu de ponta de partida. É preciso que as outras empresas públicas possam ver a Bolsa de Valores como financiamento alternativo, muitas das empresas participadas pelo Estado acumulam dívidas no sector bancário, quando poderiam ter optado por este caminho da Bolsa”, disse Ibraimo.

 

Salim Valá – PCA da BVM

Portanto, em meio das projecções e incentivos para que as empresas públicas se abram ao mercado de capitais, o Semanário Económico ouviu o Presidente do Conselho da Administração da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, que assegurou que a instituição por si liderada está preparada para responder o desafio proposto tanto pelo Governo assim como pelo sector privado.

“A Bolsa de Valores já jogou seu papel no passado, mas está preparada para ser um elemento determinante para alienação parcial de participações sociais do Estado. Estamos preparados, e temos tidos uma boa articulação com todos intervenientes neste processo, aliás, a Bolsa de Valores é tutelada pelo Ministro da Economia e Finanças, que também tutela o Instituto de Gestão de participações do Estado onde gozamos de um bom diálogo e encontros regulares”, concluiu Salim Valá.

Veja o vídeo da matéria a seguir:

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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