Sobre as perspectivas económicas do País, o economista afirmou ser “difícil imaginar um crescimento do PIB muito superior ao valor homólogo de 2,2% registado em 2019, dado os atuais desafios com a Covid-19, os quais estão a ser intensificados pelos desafios com a segurança doméstica. É provável que a pandemia da Covid-19 exerça pressão sobre a balança de pagamentos devido aos baixos preços das matérias-primas, possíveis atrasos na implementação dos projetos de GNL na bacia do Rovuma e às perturbações na atividade económica. As negociações para um programa do FMI também poderão ser negativamente afetadas, já que uma missão recente do FMI foi suspensa devido às restrições às viagens em todo o mundo.”
Os dados mais recentes do PMI Moçambique mostraram uma contração na atividade empresarial em Março. A publicação revela que as empresas se depararam também com uma subida mais fraca de novos trabalhos, o que levou a aumentos mais suaves tanto no emprego como nas aquisições. Contudo, revela ainda o estudo, as expetativas para a produção futura mantiveram-se fortes devido ao abrandamento da inflação sobre os custos de produção.


