- Linha férrea de Machipanda, que liga a cidade portuária da Beira, em Sofala e Machipanda, em Manica, pode vir a servir, num futuro não distante, também para o transporte de passageiros entre Moçambique, Zimbabwe e Botswana.
A ambição foi revelada pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, para quem os três países estão já a trabalhar para a viabilização do projecto o mais rápido possível.
Magala, que falava a bordo de um comboio de passageiros Beira – Machipanda, assegurou que “os bons sinais da implementação vão ser visíveis no próximo ano. E dependendo da extensão da linha a reabilitar (do lado do Zimbabwe), esperamos que em um ou dois anos poderemos ter a infra-estrutura erguida.”
Segundo o ministro, os presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi; Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa; e Botswana Mokgweetsi Masisi, orientaram os ministros de Transportes e de Finanças destes países a trabalharem na materialização do projecto. Aliás, na próxima semana Mateus Magala desloca-se ao Zimbabwe para trabalhar com o seu homólogo na agenda de melhoria de infra estrutura da parte zimbabweana para que o comboio não termine na fronteira, mas chegue a outros pontos como Harare.
“Com o Botswana queremos optimizar o transporte ferroviário via Machipanda e Limpopo. Se tudo correr bem estarei também no Botswana porque é uma agenda urgente”, justificou.
Admitiu que o processo mais demorado será o de mobilização de financiamento para as intervenções a serem feitas do lado do Zimbabwe.
“No Zimbabwe existe a linha, mas precisa de ser reabilitada e adequada às neces- sidades do momento. Então, isso passa por uma reestruturação de engenharia e financeira. Estamos confiantes que instituições como Banco Afri- cano de Desenvolvimento e Banco Mundial vão se juntar a nós num projecto de impacto regional e obtermos financiamento do”, referiu.
Há dias, os Caminhos de Ferro de Moçambique reintro- duziram o comboio de passageiros entre Beira e o posto administrativo de Machipanda, na fronteira com Zimbabwe.
Entretanto, ao visitar a fronteira de Machipanda, Magala prometeu flexibilizar a travessia de camiões que che gam a formar uma fila de mais de 15 quilómetros.



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