“As grandes promessas do AfCFTA só se podem cumprir se o acordo for implementado de uma maneira eficiente”, disse o Secretário-Executivo interino da UNECA, António Pedro, durante a abertura de uma reunião dos países menos desenvolvidos de África e do Haiti, que decorreu entre terça e quarta-feira, em Adis Abeba.
De acordo com os dados apresentados pela UNECA, o comércio intra-africano poderá ser 34% mais alto em 2045, ajudando também o continente a industrializar-se e a diversificar as suas economias, reduzindo a “actual dependência comercial” do continente face aos seus parceiros externos, algo que a presente crise exacerbada pela guerra na Ucrânia e a pandemia demonstrou ser vital para estes países.
“A última avaliação empírica revela que a implementação bem-sucedida do acordo terá um impacto positivo no PIB
(Produto Interno Bruto), no comércio e no bem-estar de África”, disse o dirigente moçambicano, citado pela agência Efe.
O responsável salientou que apesar das perturbações ao comércio internacional, originadas pela pandemia, primeiro, e pela guerra na Ucrânia, depois, as exportações dos países africanos menos desenvolvidos aumentaram 35% cm 2021 face ao ano anterior.
A sessão de abertura da reunião contou também com a presença da subsecretária geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Rabab Fatima, que defendeu que “o comércio é uma condição essencial para garantir um crescimento sustentável e alcançar os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável”.
O memorando, além de “fortalecera produção e as exportações, criará mais empregos e limitará o impacto da volatilidade dos preços das matérias-primas”, defendeu. O acordo de livre comércio, impulsionado pela União Africana e que entrou em funcionamento em Janeiro de 2021, conta com 43 dos 54 países africanos, e tem como objectivo criar o maior mercado único de produtos e serviços do mundo, integrando cerca de 1,3 mil milhões de pessoas.



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