“Tendo em conta as pressões da inflação subjacentes, pretendemos aumentar as taxas de juro em mais 50 pontos base na nossa próxima reunião de política monetária em março, e depois iremos avaliar o caminho subsequente da nossa política monetária. Manter as taxas de juros em níveis restritivos reduzirá, com o tempo, a inflação através de uma diminuição da procura, e também nos protegeremos contra o risco de uma subida persistente nas expectativas da inflação”, disse a Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.
O Banco Central Europeu tem vindo a subir as taxas de juro desde Julho do ano passado.
Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana decidiu abrandar o ritmo da subida das taxas de juro, mas isso não fez o BCE mudar de ideias.
O Banco de Inglaterra também subiu, esta quinta-feira as taxas de juro em 50 pontos base, para 4%, a décima subida consecutiva.
Com esta decisão, a principal taxa de juro das principais operações de refinanciamento passa agora para 3%, a taxa aplicável aos depósitos ficará em 2,50% e a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez passa a ser de 3,25%.
No comunicado que divulgou após a reunião, o BCE indicou que “tenciona aumentar as taxas de juro em mais 50 pontos base na próxima reunião“, em março, “e avaliará então a trajetória subsequente da política monetária”.
“O Conselho do BCE prosseguirá a trajetória de subida significativa das taxas de juro a um ritmo constante e mantê-las-á em níveis suficientemente restritivos para assegurar um retorno atempado da inflação ao seu objetivo de 2% a médio prazo”, explicou a instituição.
O BCE começou a subir as taxas de juro em Julho do ano passado, sendo este o ciclo mais rápido de subidas desde a sua criação em 1999, com quatro aumentos consecutivos em seis meses de 250 pontos base, a que se juntam os 50 pontos de hoje, uma trajetória destinada a travar a elevada taxa de inflação na zona euro.
“As futuras decisões do Conselho do BCE sobre as taxas de juro diretoras continuarão a depender dos dados e a seguir uma abordagem reunião a reunião”, referiu o banco central.



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