O contexto económico em Moçambique e a nível global é encarado pelos empresários moçambicanos e franceses como o momento oportuno para o relançamento das trocas comerciais. O último Fórum de Negócios e Investimento Moçambique – França realizou- o realizado em Novembro de 2020, foi virtual, em plena fase da pandemia da COVID-19, com participação e mais de 300 empresários das duas partes. Antes, no período, pré pandemia, em Julho de 2019, realizou-se em Maputo, o ultimo em formato presencial, que se mostra ser o mais adequado para este tipo de intercâmbios empresariais.
Agora, finda a pandemia e a reabertura das economias, considera-se ser o momento oportuno para o relançamento das trocas comerciais e o turismo.
Nos últimos anos, as exportações de Moçambique para França ascendiam a pouco mais de 30 milhões de dólares por ano, e as importações em torno de 73 milhões de dólares.
São estes dados que se pretendem elevar para níveis consistentes com as oportunidades e interesses existentes, ou seja, o potencial tem muito por ser aproveitado.
Como que a confirmar o interesse empresarial na promoção de oportunidades de negócios, estão presentes mais de centena de empresários, os franceses em numero de 50 e os moçambicanos, acima de 70.

“Do lado moçambicano, o nível de demanda obrigou-nos mesmo a ultrapassar o limite de inscrições inicialmente previstas, tendo ido até 70 empresas, das 40 que eram o limite e, mesmo assim, por razões que espero que todos compreendam, houve muitas empresas que acabaram ficando de fora”. Disse o Presidente da CTA, Agostinho Vuma.
Para ele, o nível de adesão granjeado pelo fórum mostra, “o nível de importância que o sector empresarial dá às relações com a França, o mesmo se observando do lado francês para com Moçambique”.
Do lado moçambicano apraz a presença do sector bancário francês, sobre a qual se cria expectativa que possa resultar no enriquecimento do leque de ofertas de financiamento, um dos principais constrangimentos actuais ao investimento privado em Moçambique.

O Embaixador da França em Moçambique, Yann Pradeau, destacou as recentes medidas do Governo para acelerar a recuperação económica e promover o investimento privado.
“ A isenção de vistos para estadias curtas, que entra em vigor esta semana, bem como as reduções fiscais em sectores-alvo, são alguns dos exemplos marcantes”. Frisou Yann Pradeau
Segundo disse, a forte presença dos empresários franceses é testemunho da importância que estes atribuem a Moçambique.
“O seu número é crescente, e saudamos a abertura, no mês passado, em Maputo, de uma representação da Electricité de France – EDF”. Afirmou Yann Pradeau
“A dinâmica das parcerias franco-moçambicanas está aqui. Esta dinâmica é simbolizada por um dos maiores investimentos de uma empresa francesa no mundo, a TotalEnergies”. Acrescentou



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