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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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Número de turistas internacionais reduz em 65% no primeiro semestre de 2020 – OMT

As chegadas internacionais de turistas viram uma queda de 65% no primeiro semestre de 2020, e diminuíram em 93% em Junho quando comparadas com o mesmo período do ano passado,  de acordo com a nova edição do Barómetro Mundial do Turismo da Organização Mundial do Turismo (OMT).

OE
Redacção
30 Set 2020 · 11h30
2 minutos
1.494

Esta representa uma queda sem precedentes que afectou duramente todas as regiões globais, uma vez que países de todo o mundo fecharam as suas fronteiras e introduziram restrições de viagem em resposta à pandemia, colocando milhões de empregos e empresas em risco. “ Por regiões, Ásia e Pacífico, a primeira região a sofrer o impacto do COVID-19, viu uma diminuição de 72% nas chegadas no primeiro semestre de 2020. A segunda mais atingida foi a Europa com uma queda de 66%, seguida pelas Américas (-55%), África e Médio Oriente (ambos -57%)”, detalha a fonte.

De acordo com a OMT, a queda massiva da procura internacional de viagens no primeiro semestre de 2020 traduz-se numa perda de 440 milhões de chegadas internacionais e cerca de 460 mil milhões de dólares em receitas de exportação do turismo internacional. “Trata-se de cerca de cinco vezes mais do que a perda de receitas turísticas internacionais registada em 2009 no meio da crise económica e financeira global”, refere o documento.

Numa análise prospectiva, a OMT avança que parece provável que a redução da procura de viagens e a confiança dos consumidores continuem a ter impacto nos resultados para o resto do ano. Saliente-se que em maio, a OMT traçou três cenários possíveis, apontando para quedas de 58% a 78% nas chegadas internacionais de turistas em 2020. As tendências actuais até agosto apontam para uma queda da procura mais próxima dos 70% (Cenário 2), especialmente agora que alguns destinos reintroduzem restrições nas viagens.

O alargamento dos cenários até 2021 aponta para uma mudança de tendência no próximo ano, com base nos pressupostos de um levantamento gradual e linear das restrições de viagem, da disponibilidade de uma vacina ou tratamento e do regresso da confiança dos viajantes. No entanto, “ o regresso aos níveis de 2019 em termos de chegadas turísticas demoraria entre 2½ e 4 anos”, acrescenta a organização.

De referir que nas últimas semanas, um número crescente de destinos começou a abrir-se novamente para turistas internacionais. A OMT informa que, no início de setembro, 53% dos destinos tinham facilitado as restrições de viagem, embora muitos governos continuem ainda cautelosos.

 

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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