Esta representa uma queda sem precedentes que afectou duramente todas as regiões globais, uma vez que países de todo o mundo fecharam as suas fronteiras e introduziram restrições de viagem em resposta à pandemia, colocando milhões de empregos e empresas em risco. “ Por regiões, Ásia e Pacífico, a primeira região a sofrer o impacto do COVID-19, viu uma diminuição de 72% nas chegadas no primeiro semestre de 2020. A segunda mais atingida foi a Europa com uma queda de 66%, seguida pelas Américas (-55%), África e Médio Oriente (ambos -57%)”, detalha a fonte.
De acordo com a OMT, a queda massiva da procura internacional de viagens no primeiro semestre de 2020 traduz-se numa perda de 440 milhões de chegadas internacionais e cerca de 460 mil milhões de dólares em receitas de exportação do turismo internacional. “Trata-se de cerca de cinco vezes mais do que a perda de receitas turísticas internacionais registada em 2009 no meio da crise económica e financeira global”, refere o documento.
Numa análise prospectiva, a OMT avança que parece provável que a redução da procura de viagens e a confiança dos consumidores continuem a ter impacto nos resultados para o resto do ano. Saliente-se que em maio, a OMT traçou três cenários possíveis, apontando para quedas de 58% a 78% nas chegadas internacionais de turistas em 2020. As tendências actuais até agosto apontam para uma queda da procura mais próxima dos 70% (Cenário 2), especialmente agora que alguns destinos reintroduzem restrições nas viagens.
O alargamento dos cenários até 2021 aponta para uma mudança de tendência no próximo ano, com base nos pressupostos de um levantamento gradual e linear das restrições de viagem, da disponibilidade de uma vacina ou tratamento e do regresso da confiança dos viajantes. No entanto, “ o regresso aos níveis de 2019 em termos de chegadas turísticas demoraria entre 2½ e 4 anos”, acrescenta a organização.
De referir que nas últimas semanas, um número crescente de destinos começou a abrir-se novamente para turistas internacionais. A OMT informa que, no início de setembro, 53% dos destinos tinham facilitado as restrições de viagem, embora muitos governos continuem ainda cautelosos.



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