A situação ligeiramente favorável do clima económico foi influenciada pelo “registo de perspectivas positivas do emprego e da procura, conferindo assim esperança abonatória para os próximos meses”, escreve o INE. No entanto, em relação ao período homólogo de 2019, o ICE recuou substancialmente.
Exceptuado a construção, todos os sectores inquiridos contribuíram para a recuperação registada, sendo de que o destaque vai para as actividades de comércio; de alojamento, restauração e similares; e de outros serviços não financeiros.
Numa interrupção do perfil desfavorável observado desde o início de Abril de 2020, o indicador da perspectiva da procura apreciou-se positivamente, impulsionado por avaliações positivas de todos os sectores inquiridos, com excepção das actividades de construção que registaram uma contracção, com destaque para actividade de comércio, seguida de alojamento e restauração e de Outros serviços.
Como resultado das expectativas favoráveis, principalmente dos sectores de alojamento e restauração e dos outros serviços não financeiros, o indicador da perspectiva de emprego recuperou ligeiramente no período em referência. Paralelamente, o indicador das expectativas de preços continuou com perfil ascendente iniciado no trimestre de 2020, tendo o respectivo saldo atingido o nível mais alto dos últimos três trimestres da respectiva série temporal, 100,2 pontos.
De salientar que o optimismo verificado foi influenciado pelo relaxamento de medidas contra covid-19 decretadas pelo Governo nos meses de Agosto e Setembro. Assim, é expectável uma maior deterioração do clima económico com o recente reforço das medidas de restrição.
Empresas com constrangimentos diminuem 6% no quarto trimestre
A Autoridade Estatística Nacional avança que, em média, 55% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no quarto trimestre, representando uma redução de 6% de empresas em dificuldades face ao terceiro trimestre.
Esta queda foi influenciada pela diminuição da proporção de empresas com obstáculos em todos os sectores inquiridos – em termos de baixa procura, a falta de acesso ao crédito, a concorrência e outros factores não especificados – com maior destaque para as empresas dedicadas à construção, alojamento e restauração, de comércio e de transportes. No entanto, os sectores de transportes, de alojamento e restauração, bem como o da produção industrial, continuaram com a maior frequência relativa de empresas com maiores desafios nas suas actividades.
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