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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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África do Sul Abre Sistema Nacional de Pagamentos às Fintechs e Retalhistas a Partir de 2027

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Redacção
20 Out 2026 · 16h22
15 minutos
67
  • Reforma do Banco Central sul-africano permitirá que empresas de telecomunicações, operadores de tecnologia financeira e grandes retalhistas acedam directamente às infra-estruturas nacionais de pagamentos, reduzindo a dependência dos bancos comerciais. A iniciativa pretende estimular a concorrência, diminuir os custos das transacções e acelerar a inclusão financeira, com implicações para a transformação dos serviços financeiros na África Austral.
QUESTÕES-CHAVE
  • África do Sul abrirá o sistema nacional de pagamentos a operadores não bancários a partir de meados de 2027, alterando o modelo de acesso historicamente dominado pelos bancos comerciais;
  • Fintechs, operadoras de telecomunicações e retalhistas poderão participar directamente nas infra-estruturas de pagamentos, mediante autorização e cumprimento dos requisitos regulatórios;
  • Banco Central pretende reduzir custos e ampliar a concorrência, favorecendo a inovação financeira e a expansão dos pagamentos digitais;
  • Licenciamento e integração tecnológica deverão avançar a partir de Março de 2027, antes da abertura mais ampla do sistema;
  • Reforma inclui modernização da gestão de numerário e caixas automáticas partilhadas, numa estratégia que combina digitalização, eficiência operacional e inclusão financeira.

A África do Sul prepara uma das mais relevantes alterações à arquitectura do seu sistema financeiro, com a abertura das infra-estruturas nacionais de pagamentos a operadores não bancários, incluindo empresas de tecnologia financeira, telecomunicações e grandes cadeias de retalho, a partir de meados de 2027.

A iniciativa, conduzida pelo Banco Central sul-africano (South African Reserve Bank — SARB), permitirá que empresas elegíveis acedam directamente ao sistema utilizado para a compensação e liquidação de pagamentos, reduzindo a necessidade de recorrer aos bancos comerciais como intermediários.

A reforma integra o programa de Modernização do Ecossistema de Pagamentos (Payments Ecosystem Modernisation — PEM), desenvolvido pelo SARB para aumentar a eficiência das transacções, reduzir os custos dos serviços financeiros e ampliar a utilização dos meios electrónicos de pagamento.

Segundo Pradeep Maharaj, Director Executivo do programa PEM, as regras que irão disciplinar as actividades de pagamento, as condições de participação dos novos operadores e os regimes de isenção deverão ser publicadas até Novembro de 2026. A informação foi avançada durante um encontro com jornalistas, realizado na sexta-feira anterior, estabelecendo uma das primeiras etapas formais da abertura do sistema.

A mudança representa uma alteração estrutural na organização de um mercado em que os bancos comerciais mantiveram, durante décadas, uma posição dominante no acesso directo às principais infra-estruturas de pagamentos.

O novo enquadramento deverá criar condições para que operadores tecnológicos e empresas com grandes redes de clientes desenvolvam soluções de pagamento com menor dependência da intermediação bancária tradicional, respeitando as condições de licenciamento, segurança e supervisão estabelecidas pelas autoridades.

A iniciativa apresenta igualmente relevância regional, atendendo à dimensão da economia sul-africana e à influência do seu sistema financeiro sobre os mercados da África Austral.

Acesso Directo Altera Estrutura Competitiva do Mercado de Pagamentos

O elemento central da reforma reside na alteração das condições de participação no sistema nacional de pagamentos.

No modelo tradicional, os bancos comerciais desempenham um papel fundamental na ligação entre os operadores de serviços financeiros e as infra-estruturas que asseguram a compensação e liquidação das operações.

As empresas não bancárias que disponibilizam serviços de pagamentos dependem frequentemente de instituições bancárias para processar determinadas operações ou aceder aos mecanismos centrais do sistema.

De acordo com as informações apresentadas pelo SARB, a reforma permitirá que empresas não bancárias elegíveis acedam directamente às infra-estruturas nacionais de pagamentos, mediante o cumprimento dos requisitos regulatórios aplicáveis. O banco central considera que esta alteração poderá reduzir a dependência dos intermediários bancários, estimular a concorrência e criar condições para diminuir os custos das transacções.

Esta mudança poderá favorecer modelos de negócio especializados em pagamentos digitais, carteiras electrónicas e soluções financeiras destinadas a consumidores e pequenas empresas.

Em termos económicos, a medida procura diminuir as barreiras de entrada num mercado caracterizado por elevados custos tecnológicos, exigências de segurança e dependência de infra-estruturas partilhadas.

O acesso directo às plataformas nacionais de pagamentos pode também alterar a distribuição de receitas entre os diferentes participantes do sistema financeiro, particularmente nos segmentos de processamento de transacções e prestação de serviços complementares.

A concorrência acrescida poderá levar os bancos comerciais a rever estruturas tarifárias, melhorar plataformas tecnológicas e desenvolver novos serviços destinados a segmentos actualmente pouco atendidos.

O efeito concorrencial não será necessariamente imediato. A intensidade da mudança dependerá das regras de acesso, dos requisitos de capital e segurança, da interoperabilidade tecnológica e dos custos efectivos suportados pelos novos participantes.

Banco Central Define Calendário de Implementação Para 2027

O SARB estabeleceu um calendário preliminar que prevê a publicação das regras de participação e dos regimes de isenção até Novembro de 2026.

Pradeep Maharaj indicou que os operadores não bancários deverão iniciar a sua participação em torno de Março de 2027, depois de concluídos os procedimentos de licenciamento. O período seguinte deverá permitir a realização de testes operacionais e a integração tecnológica, antes da abertura mais ampla prevista para meados do ano.

A calendarização reflecte a necessidade de assegurar que a entrada dos novos participantes decorra de forma compatível com os requisitos de segurança e funcionamento das infra-estruturas, embora os detalhes finais dependam das normas ainda por publicar.

O processo exige particular atenção à segurança e à estabilidade das infra-estruturas, considerando que os sistemas de pagamentos desempenham uma função crítica no funcionamento diário da economia.

A inclusão de novos operadores aumenta a necessidade de mecanismos adequados de supervisão, gestão de riscos operacionais, protecção de dados e prevenção de fraudes.

A robustez destes instrumentos será essencial para conciliar a expansão da concorrência com a confiança dos utilizadores e a continuidade dos serviços.

Telecomunicações e Fintechs Ganham Espaço na Prestação de Serviços Financeiros

A reforma deverá criar novas oportunidades para empresas que já mantêm relações comerciais com milhões de consumidores, mas cuja participação directa no sistema de pagamentos permanece limitada.

Entre os potenciais beneficiários encontram-se as operadoras de telecomunicações, as plataformas de tecnologia financeira e os grandes retalhistas.

A MTN, mencionada na informação divulgada sobre a reforma, representa um exemplo de operador com capacidade tecnológica e uma ampla base de clientes para desenvolver soluções financeiras através de plataformas de dinheiro móvel.

A integração directa nas infra-estruturas nacionais poderá permitir a estas empresas desenvolver produtos de pagamento mais competitivos, acelerar determinadas operações e reduzir custos associados à utilização de intermediários.

Para os consumidores, o objectivo é ampliar a escolha de prestadores de serviços e melhorar o acesso a mecanismos de pagamento digital.

Para as pequenas empresas, a redução dos custos de transacção poderá tornar mais atractiva a aceitação de pagamentos electrónicos, favorecendo a formalização das operações comerciais e a utilização de ferramentas digitais de gestão financeira.

A concorrência poderá também incentivar os bancos comerciais a rever estruturas tarifárias, melhorar plataformas tecnológicas e desenvolver novos serviços destinados a segmentos actualmente pouco atendidos.

Contudo, a entrada de novos operadores não significa que estes passarão automaticamente a desempenhar todas as funções bancárias. A actividade autorizada permanecerá condicionada ao âmbito das licenças e às regras prudenciais e operacionais aplicáveis.

Digitalização dos Pagamentos Pode Reduzir Custos e Acelerar Inclusão Financeira

Um dos principais objectivos económicos da reforma consiste em acelerar a substituição gradual das transacções em numerário por instrumentos electrónicos mais acessíveis e eficientes.

A utilização generalizada de pagamentos digitais pode diminuir custos relacionados com o transporte, armazenamento, processamento e segurança do dinheiro físico, além de facilitar as operações comerciais.

Na perspectiva das empresas, particularmente das pequenas e médias empresas, a redução dos custos de pagamento poderá melhorar a eficiência operacional e facilitar a integração em plataformas digitais de comércio.

A expansão dos pagamentos electrónicos também pode contribuir para a criação de históricos de transacções, proporcionando informações que, mediante consentimento e utilização adequada, podem apoiar a avaliação de risco e o acesso a determinados serviços financeiros.

Pradeep Maharaj destacou que a modernização do sistema deverá melhorar o acesso aos pagamentos digitais entre consumidores sem conta bancária e segmentos da população insuficientemente servidos pelas instituições financeiras tradicionais.

Esta orientação enquadra-se no objectivo mais amplo do SARB de reduzir a dependência do numerário e tornar os serviços de pagamento mais acessíveis, particularmente para pequenos negócios e consumidores com menores possibilidades de utilização da banca convencional.

A inclusão financeira constitui uma dimensão essencial desta transformação. Ao reduzir os custos de acesso aos pagamentos formais, a concorrência entre bancos e operadores não bancários poderá facilitar a participação de novos segmentos da população no sistema financeiro.

Esta evolução está associada ao conceito de infra-estrutura pública digital, segundo o qual determinados sistemas fundamentais, incluindo pagamentos e identificação digital, podem funcionar como plataformas partilhadas sobre as quais diferentes entidades desenvolvem serviços e aplicações.

A existência de uma arquitectura interoperável tende a reduzir a fragmentação do mercado e a aumentar o potencial de inovação.

PayShap e Identificação Digital Integram Modernização Tecnológica

O programa PEM contempla igualmente o desenvolvimento de mecanismos de pagamento rápido, incluindo a expansão da utilização do PayShap, sistema sul-africano de transferências imediatas.

A modernização prevê maior eficiência dos processos de pagamento, reforço dos mecanismos de segurança e utilização de soluções de verificação da identidade digital.

Estes instrumentos poderão facilitar pagamentos entre diferentes instituições e operadores, melhorando a experiência dos consumidores e reduzindo dificuldades associadas à transferência de fundos entre plataformas.

A interoperabilidade constitui um dos factores fundamentais para a eficiência do sistema.

Num mercado fragmentado, em que diferentes prestadores utilizam infra-estruturas pouco integradas, os consumidores podem enfrentar custos adicionais, limitações de utilização e dificuldades na transferência de fundos.

A ligação directa de novos operadores à infra-estrutura nacional, acompanhada de regras técnicas comuns, poderá contribuir para reduzir estas limitações.

Contudo, a expansão dos pagamentos digitais aumenta igualmente a importância da cibersegurança, da resiliência operacional e dos mecanismos de protecção dos consumidores.

A capacidade de prevenir fraudes, assegurar a continuidade dos serviços e gerir incidentes tecnológicos será determinante para a confiança no novo sistema.

Banco Central Prepara Centralização da Gestão de Numerário

A transformação do sistema de pagamentos sul-africano não estará concentrada exclusivamente na digitalização.

O SARB propôs igualmente a criação de uma empresa nacional de gestão de numerário, sob controlo do banco central, destinada a centralizar determinadas actividades de processamento e distribuição de dinheiro físico.

A iniciativa, designada national cash utility, pretende reorganizar infra-estruturas actualmente utilizadas por diferentes operadores, reduzindo custos de manuseamento e aumentando a eficiência do sistema.

Segundo Pradeep Maharaj, o Banco Central prevê transferir os seus centros de processamento de numerário para a nova estrutura em 2027. O responsável adiantou que a entidade deverá começar também a integrar instalações pertencentes a operadores privados, através da respectiva aquisição, até ao final desse ano.

A proposta reflecte o reconhecimento de que a digitalização dos pagamentos deverá coexistir, durante um período prolongado, com a utilização de dinheiro físico.

Este aspecto assume particular importância nas comunidades rurais e nos segmentos da população com acesso limitado à conectividade digital, a contas financeiras ou a equipamentos electrónicos.

A reorganização da infra-estrutura de numerário poderá permitir ganhos de escala e redução de custos operacionais, mantendo simultaneamente a disponibilidade de dinheiro físico.

Caixas Automáticas Partilhadas Podem Alterar Modelo de Distribuição de Numerário

Outra componente da reforma envolve a introdução de caixas automáticas partilhadas, conhecidas internacionalmente como white-label ATMs.

Ao contrário do modelo tradicional, em que cada banco mantém a sua própria rede de caixas automáticas, estas instalações poderão funcionar como infra-estruturas comuns, utilizadas por clientes de diferentes instituições.

O objectivo é reduzir a duplicação de equipamentos, melhorar a cobertura geográfica e diminuir os custos associados à manutenção de redes separadas.

Pradeep Maharaj adiantou que o projecto-piloto das chamadas white-label ATMs deverá arrancar em Janeiro de 2027, estando prevista a instalação das primeiras unidades à escala nacional até ao final desse ano.

O modelo poderá favorecer a eficiência económica, sobretudo em localidades onde a manutenção de várias caixas automáticas por diferentes bancos apresenta custos elevados relativamente ao volume de transacções.

A partilha de infra-estruturas poderá ainda libertar recursos financeiros e tecnológicos para o desenvolvimento de serviços de maior valor acrescentado.

A implementação dependerá, contudo, de acordos operacionais, mecanismos de compensação de custos e normas de segurança adequadas.

Reforma Sul-Africana Introduz Referência Para a Modernização Financeira em Moçambique

A evolução do sistema de pagamentos sul-africano apresenta relevância para Moçambique, atendendo à crescente importância dos serviços financeiros digitais e à expansão das plataformas de dinheiro móvel na economia nacional.

O mercado moçambicano caracteriza-se pela coexistência de bancos comerciais, instituições de moeda electrónica e operadores de telecomunicações que disponibilizam soluções de pagamento e transferência de fundos.

A expansão destas plataformas contribuiu para alargar o acesso a serviços financeiros, particularmente entre consumidores e pequenos operadores económicos com menor utilização dos serviços bancários tradicionais.

A experiência sul-africana introduz uma questão de interesse regulatório relacionada com as condições em que a abertura das infra-estruturas essenciais de pagamentos a diferentes categorias de operadores poderá estimular a concorrência sem comprometer a estabilidade financeira.

Importa reconhecer que os dois mercados apresentam características institucionais e tecnológicas distintas. A reforma anunciada pelo SARB não significa necessariamente que Moçambique deva adoptar um modelo idêntico.

A análise comparativa exige considerar o enquadramento do sistema nacional de pagamentos moçambicano, os mecanismos de participação existentes e os requisitos definidos pelo Banco de Moçambique para os diferentes prestadores de serviços.

Ainda assim, a discussão sobre acesso às infra-estruturas, interoperabilidade, custos e segurança digital apresenta relevância para a evolução do mercado nacional.

A integração entre serviços bancários e plataformas de moeda electrónica poderá favorecer a expansão dos pagamentos digitais, a formalização de transacções e o acesso das empresas a instrumentos financeiros mais eficientes.

Para as PME, os benefícios potenciais incluem menores custos de processamento de pagamentos, maior rapidez na circulação de fundos e maior facilidade de participação no comércio electrónico.

A concretização destes ganhos pressupõe, porém, infra-estruturas tecnológicas fiáveis, conectividade adequada, concorrência efectiva e mecanismos eficientes de protecção dos utilizadores.

Abertura do Sistema Altera Relação Entre Bancos e Novos Operadores Financeiros

A reforma sul-africana insere-se numa transformação mais ampla do sector financeiro, caracterizada pela crescente separação entre as funções tradicionais da banca e os serviços tecnológicos de pagamento.

Durante décadas, os bancos concentraram simultaneamente a gestão de depósitos, a concessão de crédito e o acesso privilegiado às infra-estruturas de pagamentos.

O desenvolvimento das fintechs e das plataformas de dinheiro móvel introduziu novos operadores especializados em determinadas funções, aumentando a concorrência em segmentos anteriormente dominados pelas instituições bancárias.

A abertura do sistema nacional de pagamentos poderá acelerar esta transformação ao permitir que empresas autorizadas participem directamente em componentes essenciais da cadeia de processamento de transacções.

O resultado poderá traduzir-se numa redistribuição das receitas associadas aos serviços de pagamentos, num aumento da pressão competitiva sobre as comissões e numa reorganização das relações comerciais entre bancos e operadores tecnológicos.

Para os bancos, o novo enquadramento poderá incentivar investimentos adicionais em inovação, eficiência e diferenciação de serviços.

Para as fintechs, a possibilidade de ligação directa poderá reduzir determinadas barreiras operacionais, embora os custos de cumprimento regulatório e integração tecnológica continuem a representar factores importantes.

A evolução do mercado dependerá da capacidade do regulador para assegurar condições de concorrência equilibradas e requisitos proporcionais aos riscos assumidos pelos diferentes participantes.

Concorrência, Segurança e Eficiência Determinarão Resultados da Reforma

A abertura do sistema nacional de pagamentos da África do Sul representa uma alteração significativa na arquitectura financeira do país, ao permitir a entrada directa de operadores não bancários em infra-estruturas até agora dominadas pelas instituições bancárias.

O calendário de implementação, com actividades preparatórias previstas para Março de 2027 e abertura programada para meados do ano, estabelece um horizonte relativamente próximo para a concretização da reforma.

Os resultados deverão ser avaliados a partir de indicadores como a redução efectiva dos custos das transacções, o aumento da utilização de pagamentos digitais, a entrada de novos operadores e a melhoria do acesso aos serviços financeiros.

A dimensão tecnológica será igualmente determinante, particularmente no que respeita à interoperabilidade, segurança e continuidade operacional.

A criação de uma estrutura nacional de gestão de numerário e a introdução de caixas automáticas partilhadas complementam esta transformação, procurando assegurar maior eficiência tanto nos pagamentos electrónicos como na distribuição de dinheiro físico.

A experiência sul-africana poderá constituir uma referência importante para o debate sobre modernização financeira na África Austral, numa região em que o desenvolvimento dos serviços digitais se apresenta como instrumento para ampliar a inclusão financeira e reduzir os custos das transacções económicas.

O aspecto central da reforma reside na possibilidade de transformar o sistema de pagamentos numa infra-estrutura mais aberta, competitiva e acessível, estimulando a inovação e criando condições para uma participação mais ampla de empresas e consumidores na economia digital.

O
Redacção

Oeconomico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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