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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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Imobiliário antevê grandes oportunidades

_Sector imobiliário optimista num futuro promissor impulsionado pelos grandes projectos de petróleo e gás.

OE
Redacção
1 Jul 2022 · 15h51
3 minutos
1.477

As perspectivas dos operadores do sector apontam para um prolongamento da tendência de crescimento registada nas duas últimas décadas, com diversas oportunidades nos principais subsectores de escritórios, do retalho, logística, hotelaria e residencial, em todo o país.

Devido a crescente informalidade, e também evidenciando a natureza puramente emergente do sector, inexiste uma base de dados acessível e consolidada sobre a sua evolução no período mais recente, entretanto, os principais players da indústria convergem para um crescimento quer do lado da oferta quer da procura, estimando investimentos de mais de $1,5 mil milhão só ao nível da capital do país, também considerada o “motor” do sector, na última década.

Expectativas de uma recuperação robusta da economia impulsionada pela retoma do investimento e desenvolvimento do Petróleo e Gás, o abrandamento das restrições de contenção da Covid-19 e, sobretudo, a retoma de financiamento do FMI, fazem antever, entre os operadores da indústria, um futuro promissor com a emergência de novas oportunidades. 

Analisando as tendências e lançando perspectivas sobre o desempenho do sector no decurso do Fórum Imóbiliário de Moçambique – MOZAMREAL, realizado recentemente, em Maputo, sobre o tema “Moçambique futuro: o caminho para o crescimento sustentável”, os operadores destacaram que os todos caminhos apontam mesmo para uma maré de oportunidades a favor.

 “As oportunidades estão mesmo na continuidade dos grandes projectos pois começa-se a sentir-se um excesso de oferta, sobretudo na cidade de Maputo, e alguma falta de resposta no norte onde se localizam os grandes projectos ”, disse Nuno Tavares, Director Geral da Real Estate Consulting – REC.

Nuno Tavares, Director Geral da Real Estate Consulting – REC.

O optimismo é partilhado pela generalidade do sector privado, entretanto, adverte, o aproveitamento das referidas oportunidades exigirá esforços conjuntos na promoção de melhorias a nível de infraestruturas e mobilidade para responder não só a procura dos grandes projectos mas também outros sectores da economia.

“O sector imobiliário não pode estar atrelado aos grandes projectos. É importante que todos intervenientes entendam que o país não vive só de petróleo e gás. O sector imobiliário deve focar-se nas necessidades do mercado” , destacou Bento Machaine, representante da Conferederação das Associações Económicas – CTA.

Bento Machaine, Conferederação das Associações Económicas – CTA

Porque o mercado mobiliário moçambicano está ainda em processo de consolidação e crescimento, com uma oferta concentrada no segmento de médio e alto rendimento, os operadores sustentam igualmente que o foco deve ser direcionado não só aos grandes projectos e consumidores da classe média-alta, mas também a projectos imobiliários destinados a clientes de baixa renda.

“É importante falar dos grandes projectos mas é igualmente importante olhar para a realidade moçambicana, os consumidores de baixa renda, porque nem todos tem a condição de pagar uma renda acima de 3000 e 4000 mil dólares”, referiu Kelvin Chabango, Director Geral da Chabango Imobiliária.

Kelvin Chabango, Director Geral da Chabango Imobiliária

 Apesar de antever um futuro promissor, o sector reconhece a prevalência de importantes desafios que tem impedido a indústria de atingir maturidade e estabilidade desejadas, concretamente a informalidade e a desregulamentação, entendendo, por isso, ser urgente uma reforma no quadro regulatório da indústria.(OE)

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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