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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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Relatório de Avaliação Sectorial de Riscos de Branqueamento de Capitais 2025 Evidencia Vulnerabilidades e Necessidade de Reforço Regulatório

OE
Redacção
25 Set 2025 · 14h59
26 Set 2025 · 17h47
2 minutos
555

Questões-Chave

  • Documento analisa riscos de branqueamento de capitais em sectores estratégicos da economia moçambicana;
  • Agricultura, indústria, energia, comércio e serviços financeiros avaliados quanto à exposição a fluxos ilícitos;
  • Serviços financeiros e comércio destacam-se como sectores de maior vulnerabilidade;
  • Relatório aponta fragilidades institucionais, tecnológicas e de coordenação interinstitucional;
  • Recomendações incluem reforço da regulação, monitoria, transparência e cooperação internacional.

O Relatório de Avaliação Sectorial de Riscos de Branqueamento de Capitais 2025 apresenta uma análise aprofundada das vulnerabilidades da economia moçambicana face a fluxos ilícitos, sublinhando a necessidade de medidas mais robustas de regulação, fiscalização e cooperação internacional para mitigar riscos sistémicos.


O documento avalia os principais sectores económicos do país, destacando as áreas de maior exposição ao risco de branqueamento de capitais. O sector financeiro e o comércio foram identificados como particularmente vulneráveis, devido ao volume de transacções, à limitada capacidade de monitorização e ao uso crescente de instrumentos digitais de pagamento.

A agricultura, a indústria e a energia, ainda que menos expostos em termos de transacções financeiras complexas, apresentam riscos ligados à fraca rastreabilidade das cadeias de valor, à circulação informal de capitais e à limitada fiscalização em zonas rurais e fronteiriças.

O relatório destaca ainda fragilidades institucionais, incluindo défices de recursos humanos especializados, limitações tecnológicas e insuficiente coordenação interinstitucional. Estas lacunas comprometem a eficácia das acções de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, num contexto em que a sofisticação das práticas ilícitas tem vindo a aumentar.

Entre as recomendações, o documento sublinha a urgência de reforçar a capacidade das instituições de supervisão, modernizar os mecanismos de reporte e monitoria de transacções financeiras, e promover maior transparência nas operações económicas. Defende igualmente a intensificação da cooperação internacional, em particular no quadro das convenções multilaterais e redes de inteligência financeira.

Em termos gerais, o relatório alerta que a vulnerabilidade a fluxos ilícitos constitui não apenas um risco reputacional, mas também um entrave ao desenvolvimento económico sustentável, à integridade das instituições e à confiança dos investidores.

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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