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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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PRONAI não é uma realização

Instado pelo O.Económico a analisar o Programa Nacional de Industrialização, PRONAI, o economista, Mussagy Ibraimo, vê virtudes na iniciativa do Governo, mas que, no entanto, não oferecem garantias de realização.

OE
Redacção
16 Nov 2022 · 08h03
1 minutos
2.144
A woman working in a corn (Zea mays) field in Maun, Botswana- Sexaxa Village.

“O PRONAI é também um instrumento bem desenhado, teoricamente equilibrado. A componente do agronegócio tem espaço para a promoção da industrialização. Mas, não basta esta indução teórica que é necessário, mas não é por si só uma realização”, disse.

Ibraimo Mussagy, professor universitário e Coordenador de Doutoramento em Economia da Universidade Católica de Moçambique, insistiu que as indústrias devem estar integradas aos mercados de matérias primas locais. “E aqui, nós somos excelentes a fornecer os mercados internacionais com esta”, observou.

“Portanto, deveremos potenciar as ligações desta transformação na indústria nacional pois só assim podem surgir os tais Clusters de que se falam”.

Para o economista essas ligações são feitas através de incentivos a produção familiar ou em larga escala, “largamente identificados e analisados”, e em condições exigidas pelas indústrias ou mercados consumidores e, ainda, com a criação de meios para escoamento destas para os mercados consumidores.

“Caso não, continuaremos a importar o milho que tanto produzimos no centro e no Norte, sem qualidade, que nem para ração de frangos serve, continuaremos a importar arroz com tanta zona fértil propicia a esta cultura.” Advertiu Ibraimo Mussagy.

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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