Foi no discurso do último Economic Briefing da CTA relativo apresentação do índice de robustez empresarial relativo ao III Trimestre, realizado na última quinta-feira, 09/11, em Maputo, que em face da tendência de subida dos preços de combustíveis que os empresários propuseram, a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, para mitigar as consequências internas da volatilidade dos preços no mercado internacional, admitindo o financiamento com uma taxa sobre lucros extraordinários.
“Tendo em conta o ponto de partida para absorção dos choques externos adversos na economia de Moçambique, é preciso olhar para um mecanismo sustentável que não onere o Orçamento e que se baseia numa abordagem de partilha de sacrifícios”, afirmou o Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma.
Vuma explicou que a medida de implementação de estabilização dos preços dos combustíveis propostos pela CTA, através de um fundo de estabilização, visa “neutralizar os impactos dos choques”.
O Presidente da CTA explicou que o fundo de estabilização dos preços do combustível, seria financiado através de um imposto ou taxa sobre os lucros extraordinários de alguns sectores, bem como a contribuição do Banco de Moçambique através dos seus lucros.
Sobre a conjuntura, o Presidente da CTA admitiu que a criação do valor da economia “tem vindo a reduzir” desde o primeiro trimestre de 2022.
“Esse período coincidiu com o início da subida da taxa de juro, em resultado das medidas da política monetária. Desde então, com a subida da taxa de juro, a velocidade da circulação da moeda reduziu em cerca de 60%”, apontou, referindo-se à atual política monetária do Banco de Moçambique, para tentar conter a inflação.
“A fragilidade da nossa economia requer a implementação de alguns instrumentos flexíveis, as ditas almofadas, que ajude a absorver os choques, particularmente os choques externos. E um dos maiores choques que temos vindo a testemunhar é através da subida do preço do barril de petróleo, que propicia a subida dos preços de combustíveis no mercado interno e subida dos preços, inflação, e que no fim obriga as autoridades do sector financeiro, mormente o Banco de Moçambique, a tomar medidas que acabam prejudicando mais o sector privado”, concluiu Agostinho Vuma.



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