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Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
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Infra-estruturas | Cheias Voltam a Expor Fragilidades da Rede Rodoviária Nacional

OE
Redacção
19 Jan 2026 · 08h12
2 minutos
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Prevalece suspensão da circulação na EN1 enquanto cheias pressionam logística, abastecimento e economia regional

Questões-Chave:
  • A circulação mantém-se suspensa na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço entre Incoluane e 3 de Fevereiro, devido à subida do caudal do rio Incomáti;
  • A interrupção afecta o principal corredor rodoviário do país, com impactos directos na mobilidade, logística e abastecimento;
  • A situação expõe vulnerabilidades estruturais da EN1 face a eventos climáticos extremos recorrentes;
  • Não há, até ao momento, previsão oficial para a reabertura da via.

A interrupção da EN1 ocorre numa fase crítica do calendário económico, marcada pela retoma gradual da actividade após o período festivo e pela normalização dos fluxos comerciais no início do ano. Longas filas de viaturas permanecem imobilizadas na zona afectada, aguardando a reposição das condições mínimas de segurança para a travessia, sem que as autoridades tenham avançado, até ao momento, com um horizonte temporal para a reabertura da estrada.

De acordo com informações técnicas da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), os níveis do rio Incomáti continuam elevados, em resultado da persistência de descargas significativas a montante, associadas à saturação das bacias hidrográficas e à pressão exercida por sistemas fluviais transfronteiriços. Apesar de alguns indicadores apontarem para uma ligeira estabilização, o volume de água permanece acima dos limiares de segurança para a circulação rodoviária.

Para além do impacto imediato na mobilidade de pessoas, a interrupção da EN1 tem implicações económicas directas. Sendo o principal eixo de ligação entre o sul, o centro e o norte do país, a estrada desempenha um papel central no transporte de bens alimentares, combustíveis, insumos industriais e mercadorias de importação e exportação. A sua paralisação traduz-se em atrasos logísticos, aumento dos custos de transporte e riscos acrescidos de ruptura no abastecimento de mercados regionais.

OE
Redacção

O.Económico

Informação e análise económica sobre Moçambique e a África Austral.

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