Destaque também, a margem do Fórum e da Cimeira, a assinatura pelo Governo português com o Banco Africano para o Desenvolvimento, BAD, de um total de 400 milhões de Euros de garantias do Estado português para a implementação do compacto lusófono, para financiamentos de projectos empresariais, no conjunto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa .
O Fórum de Negócios e de Investimentos , que se realizou no passado dia 2, na FACIM, buscou espevitar as relações comerciais e económicas entre os dois países, com Mocambique querendo consolidar a sua cooperação económica assente no incremento das relações comerciais com vista a substituição das importações, diversificação das exportações e aumento de investimentos no âmbito da melhoria da Balança Comercial.
A nível multilateral Moçambique e Portugal, têm cooperado ao abrigo do Acordo de Parceria Económica do qual ambos os países são parte. Trata-se de um instrumento que, para além de abrir e iniciar uma etapa histórica de cooperação e integração económica , também constitui mais um resultado do modelo de diplomacia económica no qual Mocambique pretende buscar mercados preferenciais que permitam uma integração estratégica da estrutura e do potencial nacional na economia e comércio globais.
Pelo que, o conhecimento e acesso às oportunidades existentes neste mercado preferencial, justificam e fundamentam que, de forma conjunta, e a escala nacional e local, sejam realizados eventos de promoção de investimentos e negócios que, seguindo a prática já instituída em quatro cimeiras bilaterais anteriores, se organizou o fórum de negócios e investimentos , à margem da Quinta Cimeira Bilateral Moçambique-Portugal, que se realizou sob o lema “Moçambique e Portugal: Promovendo e Viabilizando Oportunidades, Investimentos e Parcerias”.
Assim, o Fórum de Negócios Moçambique-Portugal, definiu como objectivos a divulgação das oportunidades do mercado português e moçambicano bem assim as soluções de financiamento e investimentos, promover e atrair investidores para projectos de investimento e divulgação de iniciativas empreendedoras e boas práticas corporativas do sector privado com impacto inclusivo e competitivo.
Como sectores económicos prioritários, foram, designadamente, indicados, a industrialização integrada, agronegócios, economia do mar, serviços, infra-estruturas e logística, turismo e serviços financeiros.



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